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Por: José Wellington, Eleonardo Fernandes, Leandro Nunes, Matheus Miranda, Paula Camilla

            Na mitologia grega, nós podemos encontrar vários mitos fantásticos, um deles é o mito de Narciso. A beleza de Narciso era tão incomparável que ele acreditava que era semelhante a de um deus. Certo dia, uma ninfa chamada Eco se apaixonou perdidamente por Narciso, mas essa paixão foi em vão, pois ele a rejeitou fazendo com que ela, desesperada, definhasse. A deusa Némesis, sabendo disso, resolveu dar uma lição em Narciso, fazendo com que ele se apaixonasse por seu próprio reflexo na lagoa de Eco. Encantado pela sua própria beleza ele definhou, olhando seu reflexo na água e se embelezando.

Nas mídias sociais nós podemos observar que as pessoas quase que se apaixonam por seus próprios perfis. No Twitter, por exemplo, as pessoas têm uma busca frenética por mais seguidores. Scripts, RT’s famosos, sites milagrosos e muitas outras ferramentas são para muitas pessoas a grande porta para ter milhares de seguidores, e assim poder assemelhar-se aos “deuses” do Twitter, rejeitando os imperfeitos para deixar bem claro que nem todos são dignos do seu “follow”. Dessa forma, podemos constatar que muitas pessoas vivem hoje o mito de Narciso, sendo o Twitter, por exemplo, a lagoa de Eco em que eles estão fadados a passar o resto da vida olhando seu reflexo e se embelezando, ou seja, atualizando seus perfis e buscando mais seguidores.

Concluindo, podemos ver que os nossos perfis nas maiorias das vezes não condizem com a nossa realidade, o nosso “ciberreflexo”, diferente da lagoa de Eco, pode ser editado segundo a nossa vontade e sempre nos mostrará apenas o que queremos ver. A pergunta que fica é: Será que estamos caminhando para formar uma geração de Narcisos que mais tarde se frustrará por sua realidade virtual não corresponder a real?


Por: Larissa, Leonardo e Marcela Braga

                Em meio aos componentes do estruturalismo linguístico, podemos destacar a diacronia e sincronia. A primeira diz respeito ao estudo da evolução da língua.  Sincronia é um momento da língua que está sendo estudado. Entendendo estas definições, ao estudarmos diacronia e sincronia percebemos que ambas correlacionam em determinado momento, pois para que uma palavra seja evoluída deve ser visto o seu passado e toda sua formação.

Este estudo na publicidade é bastante importante, pois podemos observar a evolução do produto junto ao tempo. Fazer um produto manter-se atual é fundamental, não só na evolução linguística como também nas imagens. Língua e imagem se unem dando um sentido completo e favorecendo a venda do mesmo, valorizando a marca. Podemos analisar a diacronia no meio publicitário a partir da análise dos antigos aos novos hábitos como aspectos culturais, sociais e tecnológicos desenvolvidos pela sociedade. Gerando, assim, mudanças nos aspectos que dizem respeito à língua e consequentemente à publicidade.

A exemplo disto, iremos analisar a evolução dos cartazes na publicidade, as mudanças em sua composição gráfica, tecnológicas e aperfeiçoamentos realizados devido à evolução dos meios e pelo processo de informações adquiridas pela sociedade. Vamos apresentar um estudo feito sobre as mudanças que ocorreram em propagandas do perfume Chanel nº 5 até o tempo atual.

O perfume foi desenvolvido em 1921, com objetivo de ser inimitável e com “cheiro de mulher” segundo a própria Coco Chanel (em vídeo no site oficial). A estilista costumava falar que ele deveria ser utilizado por mulheres que quisessem ser beijadas. A embalagem criada possuía bastante modernidade para a época. Mistério e opulência são características presentes até os dias de hoje. A própria Coco Chanel escolheu sua embalagem, ele foi o primeiro perfume criado por uma estilista e atualmente é considerado um perfume lendário. Sua embalagem é composta basicamente das cores preto e branco, que se tornaram a marca da estilista durante toda sua carreira. É basicamente composto de jasmim e algumas outras essências.

Assim, fazemos a analise da história do perfume junto à sua propaganda.  Analisamos diacronicamente as mudanças ocorridas em sua tipografia e    estilos representativos a cada ano.

Em 1930, o foco destes cartazes era o público a que se destinava o  produto. Observamos cartazes explicativos, feitos em preto e branco  (forte característica da marca), onde o produto não vinha em destaque,  com imagem de mulheres vestidas de forma moderna para sua época.  Caracterizando assim, o tipo de mulher que este produto desejava  alcançar. Sua principal característica era a modernidade, por se tratar de um perfume revolucionário para a época.

1937

Após se consolidar como um perfume moderno e inovador para o século XIX, este produto passa a se posicionar de maneira diferente, buscando mulheres de extrema sofisticação (como mostra a figura acima). As mudanças tipográficas foram poucas, com o cartaz basicamente constituído pelos mesmos elementos.

   1959

Em 1959, o posicionamento do produto se destaca pelo uso da sensualidade em seu cartaz. A sofisticação continua presente na imagem, porém o apelo sexual é notável. O cartaz é basicamente composto dos mesmos elementos: texto explicativo, imagem do produto, logomarca e foto que complementa o produto. Devido ao grande sucesso da essência, o produto acima é uma variação da mesma. Foram criados cerca de 6 tipos de perfumes com a mesma essência (jasmim) assim a linha Chanel nº 5 se tornou a principal dentre os produtos da marca.

                                           1996

O preto e branco se firma como característica da marca e junto a sensualidade consolidam o produto no mercado. Aqui ele já é considerado um perfume lendário, dispensando o uso de textos explicativos em seu anúncio.

2004

                                                                                                                       2009

Apesar de ser considerado um perfume lendário e praticamente o mais vendido em todo o mundo, a empresa não para de fazer propaganda do mesmo. Pois, para manter sua imagem como ícone de referência, é preciso se manter visível no mercado. Sendo assim, ano após ano a Chanel investe em propagandas do produto. Poucas mudanças foram feitas em sua embalagem, a essência continua a mesma, sendo criadas outras variações devido a preferências das consumidoras. Unindo a essência principal a outras e criando variações como perfumes de cheiro não tão fortes, todos os anos o perfume recebe uma releitura e são feitos não só cartazes, mas também vídeos aguardados e aclamados por todos (não só pessoas do mundo da moda). As estrelas de Chanel nº 5 são mulheres de personalidade forte e ícones do mundo feminino. Para encerrar: Qual outro produto também utiliza da evolução da língua e da imagem para se manter atualizado no mercado?

Referências:

Coco Chanel – Chanel Nº5 http://www.chaneln5.com

Imagens: Google Imagens – Chanel Nº5 http://images.google.com

Por: Samuel Melo, Nicolle dos Anjos, Ana Luzia Montenegro, Danyelle Koury e Carlos André

O slogan é um importante recurso no processo de construção de marcas fortes e reconhecidas. Sua finalidade é promover um produto ou empresa, destacando suas características e qualidades, de forma que possa chamar e prender a atenção das pessoas. O slogan apresenta características que o tornam uma ferramenta indispensável de comunicação, devendo cumprir o seu papel fundamental que é o de passar a mensagem desejada pela empresa.

Um grande exemplo de produto que carrega consigo um histórico de sucesso apoiado por diversos slogans é a Coca-Cola. Criada em 1886, a Coca-Cola já totaliza mais de 50 slogans usados em diversas campanhas. São 125 anos de sucesso e comercialização em mais de 200 países.

Na década de 90, a Coca lançou sua maior campanha apoiada pelo memorável slogan “Sempre Coca-Cola” (Always Coca-Cola). Nas propagandas veiculadas para TV, foram apresentados os famosos ursos polares. Nesta época, o produto se expandiu para novos países e a empresa buscava em cada esquina uma nova oportunidade de crescimento. “Sempre Coca-Cola” ficou no mercado por sete anos, sendo substituído pelo slogan “Curta” (Enjoy) no ano 2000. A partir de então, diversos slogans foram usados como posicionamento diferente para cada país. No Brasil, os slogans utilizados foram “Gostoso é Viver”, em 2001, e “Essa é a Real”, em 2003.

Apenas em 2006 uma nova campanha mundial foi lançada: “O Lado Coca-Cola da Vida” (The Coke Side of Life), substituído pouco tempo depois pelo slogan “Viva o Lado Coca-Cola da Vida”, considerado uma das campanhas de maior sucesso da marca. Um das características dessa campanha foi a grande ênfase na Internet, com a intenção de ter maior conectividade com o público através de novos meios na comunicação. De acordo com Marisol Angelini, vice-presidente de Marketing da Coca-Cola Brasil, “a idéia central da campanha é inspirar os consumidores a terem uma atitude ativa e positiva em relação à vida e a se abrirem para novos horizontes e possibilidades, tornando o seu mundo melhor e mais feliz”.

Em 2009 o departamento de marketing da Coca-Cola idealizou uma nova campanha publicitária, também com alcance global, através do slogan “Abra a Felicidade” (Open Happiness), usado até hoje. Para o jornal The Wall Street, esse slogan foi uma forma de transmistir otimismo aos consumidores frente à grave crise econômica que afeta o mundo.

O slogan é um artifício extremamente importante para uma campanha, e a exemplo da Coca-Cola, que possui diversos deles, até que ponto podemos dizer que a mudança freqüente de um slogan pode prejudicar ou não uma marca?

Referências:

http://www.adnews.com.br/publicidade.php?id=82370; http://www.cocacolabrasil.com.br/release_detalhe.asp?release=40&Categoria=38; http://www.cocacolabrasil.com.br/conteudos.asp? item=2&secao=39&conteudo=103&qtd_conteudos=1

Por: Aline Andriola, Aryuska Alves, Evelyn Freire e Vanda Emília Araújo

Criados pelo autor Charles Perrault no século XVII e adaptados pelos Irmãos Grimm no século XIX, os contos de fadas surgiram das narrativas populares, são uma adaptação infantil das histórias mitológicas. Sua relação vem do fato de não haver neles um sentido, mas permitem gerá-lo. Sendo assim, cada indivíduo interpreta ao seu modo.

Os temas decorrentes dos contos de fada são: A violência, a brutalidade, a sexualidade, fetiche, ideal de beleza, menarca, perda da virgindade, narcisismo. Ao contrário do que se pensa, essas obras não foram escritas para crianças, muito menos para transmitir ensinamentos morais, pois, em sua forma original, os textos traziam dados fortes de adultério, incesto, canibalismo e mortes hediondas.

Um dos exemplos destes contos é a Chapeuzinho Vermelho. Na adaptação criada para crianças, o sentido dado a Chapeuzinho Vermelho é de mostrar que não se deve falar com pessoas estranhas, que não se pode confiar em qualquer um e a importância de obedecer à mãe.

Numa abordagem psicanalítica, esse sentido é transferido para um conflito, no qual Chapeuzinho fica entre realizar o que deseja e seguir as regras da mãe. A floresta significa sua saída da casa dos pais para enfrentar medos, ameaças, mas também encantamento, curiosidade e atração.

O lobo aparece representando a transição da inocência infantil para o conhecimento da existência das práticas sexuais adultas, que surgem na vida da criança. A cor vermelha simboliza o sexo. A partir dessa abordagem, se compreende que a menina (Chapeuzinho) está imatura, não está pronta para o sexo, mas é exposta a ele. A figura da avó representa essa experiência sexual, ela está pronta para o sexo, por isso a Chapeuzinho manda o lobo para sua casa. A figura do caçador é de um homem bom, herói e protetor.

Todos esses aspectos são demonstrados também através do filme “A garota da capa vermelha”, que evidencia essa abordagem de uma Chapeuzinho diferente daquela do conto para crianças.

Em outros filmes como “CV, a verdadeira história da Chapeuzinho Vermelho”, essa questão da sexualidade também é tratada, mas nesse caso, o tema abordado é a exploração sexual da criança.

Essa e outras interpretações são dadas ao conto da Chapeuzinho Vermelho, inclusive através de campanhas publicitárias, em que o tema da sexualidade, da pedofilia, da violência contra mulher e brutalidade são exploradas.

Destacando a sensualidade, temos campanhas de marcas como: O Boticário, Trident, Campary, Miss Masy, Melissa, Chanel, entre outros.

(Chanel nº 5)

Outro exemplo é o da campanha da Amnistía Internacional, que trata da violência contra mulher.

Diante da história dos contos de fadas, onde a Chapeuzinho é vista de uma forma tão inocente por se tratar de um conto para crianças, como a sociedade enxerga esse uso do apelo sensual transferido a essa Chapeuzinho tão provocante?


Por: Josivandro Avelar

E chegamos ao final da fase 2011.1 do Blog Caroço de Jaca. Uma odisseia que pode ser interpretada como uma viagem ao passado e ao futuro dos cartazes e dos impressos. Uma viagem ao passado com as campanhas inesquecíveis e a história do cartaz, e uma escala no futuro com os cartazes interativos e QR Code. Como não citar os modos de redação e as maneiras de fazer a mensagem chegar a quem realmente interessa, com a segmentação dos textos para determinados públicos e uma reflexão sobre o papel do copywriter. Além, é claro, de uma reflexão sobre o próprio outdoor.

Para quem administra blogs há 2 anos e 4 meses, a experiência de administrar o Blog Caroço de Jaca seria algo a mais para ser agregado não apenas a minha própria experiência, mas também para o aprendizado dos alunos, e isso foi muito gratificante tanto para o Caroço de Jaca, quanto para o Blog Josivandro Avelar.

Mas, onde é que o Blog Josivandro Avelar entrou nisso? Simples, para cada post que acabava de entrar no ar no Caroço de Jaca, em questão de horas, era divulgado no Blog Josivandro Avelar. Assim, os leitores do blog saberiam o que teria Essa Semana no Caroço.

O Blog Josivandro Avelar divulgou os posts do Caroço.

Mas ele sozinho não seria uma ferramenta eficiente sem as redes sociais. Por elas os alunos eram informados que um novo post entrava no ar no Caroço de Jaca tanto pelo Twitter, quanto pelo Facebook. Uma maneira de chegar onde a maioria dos alunos se encontra na grande parte do tempo que eles usam na Internet.

Os posts do Caroço foram divulgados em redes sociais como o Facebook...

...E no Twitter.

O resultado disso tudo foi muito positivo: o mês de março de 2011 foi o mês com o maior número de acessos em toda a história do Caroço de Jaca: 2.824 visitas. Ao todo, o blog já soma mais de 19 mil visitas desde que foi criado. Até o dia 12, foram registradas mais 1.688 visitas só nesse mês de abril. Ou seja, nessa fase 2011.1, o blog Caroço de Jaca registrou 4.512 visitas.

Visitas do Blog Caroço de Jaca no período 2011.1 (em laranja, dados do mês de março de 2011)

Muito mais do que números, o princípio de colaboração e interação continuou cada vez mais forte. As postagens apresentadas pela turma do P3/2011 trouxeram consigo debates muito produtivos e de alto nível sobre os assuntos relacionados, que mais do que simples comentários, complementaram cada postagem, tornando o tema apresentado cada vez mais rico de informações. Os posts foram temas de avaliação em sala de aula.

E é isso. Mais que um simples trabalho em grupo, um trabalho colaborativo, e esperamos que os alunos levem desse trabalho mais do que um simples aprendizado, uma experiência que aqui já está registrada.


Por: Ana Laura, Paula Lúcio, Rafael Freire, Rodrigo Montenegro e Thaissa Cutrim

“… Cartazes são expressões de cultura. Cartazes deixam marcas. Visíveis e inconfundíveis, como parte de um processo de comunicação, eles dependem do local e data de publicação ….”

(Manfred Triesch)

Durante anos o cartaz acompanhou a história, comunicando acontecimentos e expondo idéias revolucionárias. Juntamente com as ilustrações, o cartaz tanto cria novas tendências quanto as incorpora.

Os melhores cartazes da história conseguiram transmitir de maneira sucinta o que a sociedade necessitava. Mas em nossa época, imersa a tanta tecnologia, qual seria o futuro do cartaz?

Atualmente os cartazes deixaram de ser meros papéis impressos. Existem tecnologias sendo desenvolvidas para se adaptar ao formato dos cartazes. Todos os dias surgem propagandas criativas envolvendo cartazes interativos.  Daí surge o questionamento do que é interatividade. Interatividade é a oportunidade de se comunicar , participar e trocar informações cada vez mais.

“É a disponibilização consciente de um mais comunicacional de modo expressivamente complexo, e, ao mesmo tempo, atentando para as interações existentes e promovendo mais e melhores interações – seja entre usuário e tecnologias comunicacionais (hipertextuais ou não), seja nas relações (presenciais ou virtuais) entre seres humanos.”

(Silva, 1999:155)

Então para ser interativo , não precisa necessariamente ter tecnologia envolvida , e é isso que a “Saxso Funny” provou.

Folha de plástico bolha para remeter o som de uma máquina de escrever.

Uso do papel crepom como referência à lenha queimando.

E uma folha de zinco para fazer o cartaz trovejar

Outro cartaz muito criativo foi o idealizado pela agência Quê, no Rio de Janeiro, para o Centro de Terapia Kufukan, que também dispensa tecnologia e utiliza-se do plástico bolha para emitir o som de estalo.

Tudo em nossa volta passa por transições e evolui com o intuito de sobreviver ao meio em que estão imersos, e com o cartaz não é diferente. Mas será que essa evolução que o cartaz está sofrendo se desvirtuará tanto de seu conceito original , que será necessário atribui-lo outro nome ? Dessa forma o cartaz poderá se dividir em duas definições ou tornar o cartaz impresso obsoleto.

Se eles são realmente cartazes, isso o tempo se encarregará de nos dizer, mas atualmente defini-lo como “cartaz interativo” ainda é bem visto para alguns. O que é relevante, é se esse tipo de cartaz vai extinguir os cartazes convencionais, ou se o cartaz interativo se tornará mais uma ferramenta que nos possibilite adaptar as campanhas ao bolso e as necessidades de cada cliente.

Segundo a Wikipédia “é um suporte, normalmente em papel, afixado de forma que seja visível em locais públicos. Sua função principal é a de divulgar uma informação visualmente, mas também tem sido apreciada como uma peça de valor estético”

O importante é sabermos que, a cada dia que passa, temos mais liberdade e opções para  atingirmos o público, mas ao mesmo tempo , temos que sobressair diante de tantas propagandas . Então não devemos ser tradicionais, e seguir à risca os conceitos das mídias. Devemos inovar cada meio para que nossas peças não passem despercebidas.

Cartaz promocional sobre o filme Lua Nova. Tela de LCD com touch-screen, onde os usuários do Metro de SP podem tirar a própria foto e editá-la transformando-a em um Vampiro ou Lobisomem, depois a foto seria enviado para o e-mail de cada um.

Na Holanda, a agência N=5 fez uma campanha para a academia Fitness Firts, com o intuito de deixar a pessoa constrangida com seu peso e convencê-la a se matricular na academia. Sutil.

No pôster de Star Wars, localizado em pontos de ônibus, o slogan é “Use em casos de sith” e os sabres de luz acendem à noite.

Na Austrália, os Correios sugerem a personalização de selos.

Em Vancouver, Canadá, a 3M Security Glass armazena uma fortuna dentro do cartaz, mostrando confiança na qualidade de seus vidros.

Apesar do cartaz interativo ser apenas uma das vertentes que constituem o futuro do cartaz, as mudanças que ele sofre está dificultando cada vez mais defini-lo. Qual sua definição para cartaz, adequando-o aos moldes atuais ?

Referências

Por: José Lemos Neto, Igor Farias e Raphael Soares

O copywritter, na verdade, é o próprio redator. O redator publicitário brasileiro. Mas se você é um daqueles que pensam que não existe diferença entre eles – que um é apenas a tradução do outro -, está completamente enganado.

Nos anos 60, quando a propaganda estava no seu auge criativo nos EUA e em total ascendência no Brasil, já se conseguia perceber uma grande disparidade nos textos produzidos por brasileiros e pelos estadunidenses.

Daí veio a diferença. Nos EUA, o copywritter escrevia com maestria. Envolvia totalmente o target, que era realmente “O TARGET”; pois o texto era feito para apenas uma pessoa. No Brasil, a coisa não era bem assim. Também tivemos excelentes textos, mas os que realmente atingiam o público-alvo não tinham absolutamente nada de “envolventes” ou “persuasivos”.

Nota: Nos anos 50, o estilo copywritter herdado pelos brasileiros, dos estadunidenses, morria junto com o crescimento da propaganda no Brasil.

O redator publicitário tinha – ainda tem, e muito -, mania de “persuadir” através de textos apelativos, diretos, muito informativos e até enganosos.

O copywritter não! O copy se preocupa com a estrutura textual. Redige textos fluentes, saborosos, empáticos e irresistíveis. Beneficia-se de técnicas da gramática e da literatura, além da psicologia e da sociologia. É um verdadeiro “sabe-tudo”.

Outdoor Itaú- Engarrafados

No outdoor: Engarrafados, o Itaú foi feito para você que vive numa cidade como esta, onde as pessoas conseguem ler um outdoor com 84 palavras, enquanto estão paradas no trânsito. Quem perde um tempão no trânsito, precisa ganhar tempo no banco. Por isso, o Itaú tem mais de 17 mil caixas eletrônicos, Itaú Bankfone, Itaú Bankline e mais de 2 mil agências em todo o Brasil. Com o Itaú, seu carro pode ficar paradão, mas sua vida anda que é uma beleza.

Itaú. Feito para você.

O copywritter tem também outras habilidades em seu acervo. Uma delas é vista acima. O copy teve a sacada de aproveitar–se da situação no trânsito da Avenida Paulista, em São Paulo, e adequar seu texto criativo como uma “solução” improvável para outro problema das pessoas – que é/era a dificuldade de acessibilidade aos bancos -, desviando a atenção delas do engarrafamento.

Mesmo utilizando–se de muitas palavras, a mensagem dificilmente será esquecida por quem a leu. Principalmente se esse “alguém” for o target.

Outra ferramenta bem utilizada pelo copy é aplicar uma forma num texto criativo, envolvendo ainda mais o seu público.

Anúncio de jornal do Edifício Columbus Palace.

Anúncio em página de jornal: O Edifício Columbus Palace é incomum. Imagine um projeto octogonal que ocupa menos de 25% do terreno. Igual a diagramação deste anúncio. Tudo ao redor são áreas de lazer. Agora, pense num apartamento de 206m2, três dormitórios, suíte com hidromassagem e acabamento em mármore, acarpetado, sala para três ambientes, dois terraços e duas vagas de garagem. A planta, é claro, também é diferente. Nas áreas comuns há dois salões de festas, salão de jogos, duas piscinas, playground amplo e completo, churrasqueiras, entrada social e de serviços independentes e guarita com controle eletrônico de todas as entradas. Você precisa conhecer. Nele, tudo é diferente. Edifício Columbus Palace, Rua Belém, 61, na Cabral. Visite apartamento decorado. Telefone do plantão: 999-9999. Financiamento: Itaú. Construção, incorporação e vendas: Construtora Independência Ltda. Rua Pasteur, 00. Tel.: 225-7971.

Perceberam a diferença entre os textos apresentados aqui e os diariamente veiculados na mídia?

Pois bem. Será que realmente vale à pena estudar gramática, literatura, psicologia, sociologia e inúmeras outras “ferramentas” que podem ser utilizadas para a criação de um bom texto persuasivo, tendo em mente que mesmo você estudando tudo isso, não será tão fácil criar os ditos textos envolventes?

Espero ter contribuído com algum aprendizado a todos que tenham lido meu texto. Estou ansioso para poder continuar a trabalhar neste tema num próximo post, se houver a oportunidade.

Inspiração:

  • MARTINS, Zeca. Redação Publicitária: A prática na prática.
  • BARRETO, Mena. O Copy Criativo: 177 magníficos textos de propaganda (para ver se você finalmente aprende a redigir um).
  • Série de Televisão: Mad Men.