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Archive for the ‘Slogan’ Category

Slogan Americanizados

Existem alguns slogans que sobrevêm de Países como os Estados Unidos, os quais são utilizados no Brasil de uma maneira que não vem com a sua real tradução. Eles são simplificados para soar bem aos ouvidos do consumidor, porém nem sempre se consegue êxito, nem sempre a frase que “soa” bem em inglês, “soará” também em português. Vejamos os exemplos abaixo:

McDonalds
Inglês: I´m Loving it
Espanhol: Me encanta
Português: Amo muito tudo isso

Pepis
Inglês: Wild thing, ask for more (Coisa louca, peça mais).
Português: Arrisque mais, viva mais.

Inglês: Refresh everything (Refresque tudo).
Português: Refresque seu mundo.

Analisando o caso do McDonalds, vemos que não se foge do significado, mas é inadequado. Já o caso da Pepis foge totalmente do significado, isso faz com que a mensagem pensada no início da campanha não seja transmitida de forma eficaz, sempre deixando algo a desejar.

É evidente que isso não será obrigatório e nem será uma regra, isso se exemplifica no caso da Coca Cola que usa o seu slogan em inglês: Open happines, o qual é totalmente repassado para português com o mesmo significado: Abra a felicidade. Achamos de extrema importância o comentário desses acontecimentos, mostra o quanto precisamos estar atentos a tudo que expomos sobre as marcas e que o consumidor observa pequenos detalhes, que fazem a diferença no momento da escolha.

Os anunciantes deveriam criar um slogan padrão o qual fosse acessível a todas as línguas? Ou vocês acreditam que pode haver essa diferenciação e que isso não gera estranhamento aos consumidores? Será que o que é agradável para o público americano é também para o brasileiro?

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Xhico Raymerson, Rodrigo Medeiros, Laylson Ismar e Ademar Sorrentin

 Slogan e sua finalidade

 Uma frase de efeito. Assim podemos definir o slogan. Com objetivo de fácil memorização, eles são utilizados para resumir as características de produtos, serviços ou até mesmo pessoas. Geralmente, são usados dentro de um contexto político, religioso ou comercial para agregar um valor único à marca.

O slogan originou-se do gaélico sluagh-ghairm, que, na velha Escócia, era o grito de guerra dos clãs. Reboul (1975) reitera que “a palavra slogan evoca ideia de fórmula repetida até a obsessão, como um estribilho enfadonho ou um serrar estridente”. De grito de guerra repetido várias vezes, o slogan se transformou em título, refrão e estribilho de antigos comerciais de rádio.

Com a concorrência e a homogeneização dos produtos, o slogan passou a ser importante para que o consumidor diferenciasse as marcas, assim, o slogan migrou de título para a posição assinatura. Nos dias atuais, os slogans passaram a ser a forma mais sintética de posicionamento da empresa ou como a marca é vista na mente do consumidor.

 Chevrolet: nascimento da marca e chegada no Brasil

 Em 1909, Louis Chevrolet, famoso piloto automobilístico suíço, recebe um pedido de William C. Durant, fundador da General Motors. O motivo era a criação de uma linha de automóveis populares, vista a necessidade de entrar na disputa do mercado.
Dois anos após, em 03 de novembro de 1911, na cidade de Detroit,  surge a Chevrolet Motors Company of Michigan. No ano seguinte, lançam o Classic Six. Em 1915, a Chevrolet lança o modelo 490, custando apenas 490 doláres, para competir com o conhecido Ford T.

No dia 25 de janeiro de 1925, tem início a história da Chevrolet no Brasil com a chegada da GM. Instalada em galpões alugados no bairro do Ipiranga, em São Paulo, inicialmente as atividades consistiam na montagem de veículos importados dos Estados Unidos. Após cinco anos, a General Motors do Brasil inaugurava oficialmente, em 1930, sua primeira fábrica, localizada em São Caetano do Sul. No ano de 1958, saíram da linha de montagem da fábrica de São Caetano do Sul, os primeiros veículos genuinamente nacionais da marca: os caminhões Chevrolet Brasil e a picape modelo 3100, para cargas leves. Somente em 1968, decidida a ampliar sua linha de produtos, a GM lançou seu primeiro automóvel da marca CHEVROLET no país, o Opala, que encerrou seu ciclo de vida 24 anos depois, com mais de 1 milhão de unidades comercializadas. Desde então, não parou mais de fabricar sucessos de vendas.

 A Chevrolet e seus Slogans

 No seu surgimento, em 1911, a empresa lançou o seu primeiro slogan: “Um carro para cada bolso e para cada propósito”, o que seria sua primeira campanha no mercado americano. Após se instalar no Brasil, a marca vê a necessidade de traduzir para o mercado brasileiro a mesma visão aplicada no mercado americano. No final da década de 30, um alinhamento mundial da companhia entrega a conta para a agência McCann Erickson, que tratou de aprimorar ainda mais o marketing da montadora com estratégias que deram origem a grandes convenções de vendas.

 Algum tempo após o surgimento da segunda fábrica brasileira (1958), vem o lançamento do seu mais marcante veículo de passeio, o Opala 4 portas (1968). Criado pela McCann Erickson, surge o conceito “carro certo no momento certo”. O filme publicitário ressalta a beleza, o estilo, o conforto, o desempenho do veículo e o slogan “Tome uma atitude Chevrolet”.

Nesse momento, temos em vigor a 1ª Geração de Slogans, em que discursos imperativos são utilizados como uma regra. Anúncios, títulos e slogans “gritantes”, nos quais prepondera a função conativa, centrada no ‘tu’, títulos em que o emissor ordena, ou ensina ao receptor como ele deve agir.

 1ª Geração dos slogans: “Tome uma Atitude Chevrolet” (1970)

 

 

Pouco antes disso, na década de 40, surgiu, nos EUA, o que ainda hoje é considerada uma das mais famosas campanhas da marca e trazia características com a mesma abordagem imperativa. A campanha trazia o jingle e slogan “See the USA in your Chevrolet”, algo como “Veja os Estados Unidos dentro do seu carro”.

 2ª Geração dos slogans: “Andando na Frente” (1990)

Nesse momento, a Chevrolet passa a se preocupar mais com sua imagem e transferir mais personalidade à marca. É percebida a diminuição de diversificação de slogans em suas peças, que antes variavam entre os slogans do modelo e o slogan institucional. Surge, então, o “Andando na Frente”, que passa a fazer parte da marca da empresa. Essa mudança veio acompanhando o surgimento de modelos como o Omega, Kadett, Vectra e Corsa, que juntos deram à Chevrolet o status de marca com a linha mais completa da década.

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Produto: Test Drive de toda a linha Chevrolet

Anunciante: Chevrolet

Agência: McCANN

Veículo: Cláudia

Data: Abril de 1998

3ª Geração dos slogans: Conte Comigo (2000)

 

A preocupação agora não é apenas com a personalidade da marca. Surge a necessidade de levar a marca para a vida do consumidor, buscando utilizar um novo conceito não apenas que demonstrasse a imagem da marca, mas que aproximasse a Chevrolet das pessoas. Temos então o “Chevrolet Conte Comigo”.

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O slogan Conte Comigo perdura até hoje, marcando os 100 anos da empresa. A marca busca reforçar ainda mais a idéia de fazer parte da vida do consumidor com o conceito Chevrolet & Você. Essa mudança veio acompanhando as mudanças dos slogans das montadoras concorrentes como Fiat, Volkswagen e Ford.

 

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Data: Abril de 1998

 

A Chevrolet vem utilizando o slogan sempre de forma inteligente ao longo dos seus 100 anos. Quais outros exemplos de sucesso podem ser citados tendo como ponto forte o uso do slogan?

Referências

WIKIPEDIA:http://pt.wikipedia.org/wiki/Slogan

FIGUEIREDO, Celso. Redação Publicitária: sedução pela palavra. 2005

MUNDO DAS MARCAS. Disponível em: http://mundodasmarcas.blogspot.com/2006/06/chevrolet-american-revolution.html. Acesso em 02/11/2011

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Por: Samuel Melo, Nicolle dos Anjos, Ana Luzia Montenegro, Danyelle Koury e Carlos André

O slogan é um importante recurso no processo de construção de marcas fortes e reconhecidas. Sua finalidade é promover um produto ou empresa, destacando suas características e qualidades, de forma que possa chamar e prender a atenção das pessoas. O slogan apresenta características que o tornam uma ferramenta indispensável de comunicação, devendo cumprir o seu papel fundamental que é o de passar a mensagem desejada pela empresa.

Um grande exemplo de produto que carrega consigo um histórico de sucesso apoiado por diversos slogans é a Coca-Cola. Criada em 1886, a Coca-Cola já totaliza mais de 50 slogans usados em diversas campanhas. São 125 anos de sucesso e comercialização em mais de 200 países.

Na década de 90, a Coca lançou sua maior campanha apoiada pelo memorável slogan “Sempre Coca-Cola” (Always Coca-Cola). Nas propagandas veiculadas para TV, foram apresentados os famosos ursos polares. Nesta época, o produto se expandiu para novos países e a empresa buscava em cada esquina uma nova oportunidade de crescimento. “Sempre Coca-Cola” ficou no mercado por sete anos, sendo substituído pelo slogan “Curta” (Enjoy) no ano 2000. A partir de então, diversos slogans foram usados como posicionamento diferente para cada país. No Brasil, os slogans utilizados foram “Gostoso é Viver”, em 2001, e “Essa é a Real”, em 2003.

Apenas em 2006 uma nova campanha mundial foi lançada: “O Lado Coca-Cola da Vida” (The Coke Side of Life), substituído pouco tempo depois pelo slogan “Viva o Lado Coca-Cola da Vida”, considerado uma das campanhas de maior sucesso da marca. Um das características dessa campanha foi a grande ênfase na Internet, com a intenção de ter maior conectividade com o público através de novos meios na comunicação. De acordo com Marisol Angelini, vice-presidente de Marketing da Coca-Cola Brasil, “a idéia central da campanha é inspirar os consumidores a terem uma atitude ativa e positiva em relação à vida e a se abrirem para novos horizontes e possibilidades, tornando o seu mundo melhor e mais feliz”.

Em 2009 o departamento de marketing da Coca-Cola idealizou uma nova campanha publicitária, também com alcance global, através do slogan “Abra a Felicidade” (Open Happiness), usado até hoje. Para o jornal The Wall Street, esse slogan foi uma forma de transmistir otimismo aos consumidores frente à grave crise econômica que afeta o mundo.

O slogan é um artifício extremamente importante para uma campanha, e a exemplo da Coca-Cola, que possui diversos deles, até que ponto podemos dizer que a mudança freqüente de um slogan pode prejudicar ou não uma marca?

Referências:

http://www.adnews.com.br/publicidade.php?id=82370; http://www.cocacolabrasil.com.br/release_detalhe.asp?release=40&Categoria=38; http://www.cocacolabrasil.com.br/conteudos.asp? item=2&secao=39&conteudo=103&qtd_conteudos=1

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Por: Jusseli Ingridy, Jacielly Farias, Wescley Gomes, Taynã Morais e Luanna Batista


Em 1808, quatorze navios atracaram no Rio de Janeiro. Dentro estavam a família real, centenas de funcionários e pessoas ligadas à corte portuguesa. A chegada da família real, especialmente de Dom João foi o passaporte para a ruptura do pacto colonial, a abertura do comercio brasileiro, as nações aliadas de Portugal. Sendo o Brasil, agora capital do império, torna-se o centro das atenções e decisões. E as decisões tomadas proporcionam a evolução do mercado. Esta evolução aponta a necessidade de se anunciar os produtos e serviços vendidos. Em setembro de 1808, surge o primeiro jornal impresso do Brasil, a Gazeta do Rio de Janeiro, apesar de seu conteúdo eram restritos aos interesses da coroa, os primeiros textos publicitários começaram a aparecer formalmente no impresso.

Cartaz- Século XIX

No século XIX, cartazes como esse, de procura de escravos, eram muito comuns na época.

Aula de Francez

Anúncio de serviço, também do século XIX.

Os anúncios começam tímidos, modestos, estilo “classificado”. Propriedades e produtos, como escravos eram majoritariamente anunciados. Passamos pela fase dos reclames “Quem vai querer? Quem quer comprar?”. Fase dos intelectuais “Quem quiser coisinhas boas/venha ao Largo do Rocio/Na casa do Albino Dutra/A melhor de todo o Rio”. E enfim a fase dos profissionais, com escolas de comunicação e a influência americana. Os anúncios passam a seguir algumas técnicas. Na década de 60 Rexona que estava ingressando no mercado brasileiro, usou a expressão popular “Sempre cabe mais um”, no lançamento da linha de sabonete. Na década de 70 surge o slogan do analgésico Doril, ”Tomou Doril, a dor sumiu”. Expressão que caiu no popular e é usada até hoje. Ainda nos anos 70 a Nescau alcança a liderança do segmento em menos de 24 meses com o slogan “Energia que dá gosto”. “Vende mais porque é fresquinho? Ou é fresquinho porque vende mais?” Slogan da Tostines que fez história e é citado até hoje. Em meio a uma batalha com a Pepsi, a Coca-Cola lança o bordão “É isso ai”, que permaneceu no ar até o inicio dos anos 90. ”Sé é Bayer, é bom”, slogan da Bayer marca os 90. Criado em 1922, por Manuel Bastos Tigre na semana de Arte Moderna, o slogan se mantém, até hoje em todas as peças da Bayer.

Sempre cabe mais um

Anúncio de 1968 do sabonete Rexona, com a presença do slogan "Sempre cabe mais um"

É isso aí

Anúncio da Coca-Cola na década de 70.

Slogans de mais de 50 anos, persistem até hoje, não caíram no esquecimento. Será que daqui a 30 anos as propagandas irão marcar as futuras gerações como essas nos marcaram?

Referências

CARRASCOZA, João Anzanello. A evolução do texto publicitário: a associação de palavras como elementos de sedução na publicidade. São Paulo: Editora Futura, 1999.

MEIO&MENSAGEM. Campanhas inesquecíveis: Propaganda que fez história no Brasil. Meio&mensagem, 2007.

Daniel Hessel Teich, História da Propaganda – A Publicidade também chegou com Dom João.Disponível em: http://www.fashionbubbles.com/historia-da-moda/historia-da-propaganda-a-publicidade-tambem-chegou-com-dom-joao/
Acesso em: 01/03/2011

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Por: Laís Andrade, Tamara Flores, Larisse Ramana e Dayana Lucas

Slogan são citações ou frases de efeito que se caracterizam, acima de tudo, pela brevidade, impacto, comunicação imediata e destinam-se a fixar na mente a associação entre uma marca e um argumento persuasivo capaz de levar o consumidor à compra de determinado produto. O slogan é uma das bases da propaganda, ele exerce poder hipnótico sobre as pessoas na vida contemporânea, pois tem por característica a fácil memorização, fazendo recordar marcas ou imagens, a identificação e uma vida útil e longa. Serve para promover a empresa/produto, por isso deve ter personalidade e credibilidade. Alguns exemplos de slogans, que se fixaram na cabeça dos consumidores, são:

Sonho de valsa, o amor tem esse sabor.

Natura, bem estar bem.

Diferente do slogan, que posiciona uma marca, a assinatura (tema ou tag line) é direcionada para uma campanha, podendo aparecer junto com o slogan. É possível a marca trabalhar com várias assinaturas, variando conforme os objetivos de vendas e a linha de produtos, e manter uma campanha institucional com o slogan.

Sendo assim, o slogan busca manter a formalidade e a assinatura não; o slogan tem função emotiva e a assinatura tem função referencial; o slogan tem longevidade e a assinatura dura apenas o período da campanha; o slogan tem maior fixação da marca do que a assinatura e é mais fácil de implantar. Enfim, o slogan tem função de posicionamento da marca e a assinatura tem a função de conclusão de um raciocínio. Nos exemplos seguintes, temos anúncios com a assinatura usada para determinada campanha sazonal juntamente com o slogan oficial da marca:

 

Campanha Natura para o Natal de 2009 com a assinatura FELIZ BRASIL PARA VOCÊ.

 

Observando os exemplos, nos perguntamos: essa junção entre assinatura e slogan na mesma peça pode confundir a cabeça do consumidor?

Referências

FIGUEIREDO, Celso. A última impressão é a que fica. São Paulo: Thomson, 2007.

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Por: Mayara Lima, Isabele Taísia e Juliete Silveira

Slogan é uma palavra da língua inglesa, que veio da expressão escocesa sluagh-ghairm, usada como um grito de guerra entre os clãs para inspirar e motivar seus participantes a lutarem a favor de um grupo. Por isso, o termo se adéqua perfeitamente ao nosso mercado publicitário, onde existe uma eterna disputa pelo consumidor.

O slogan é associado à imagem da marca; esta mensagem traduz os atributos de um produto ou serviço agregando aspectos positivos ao mesmo. Para ser considerado eficaz, ele deve passar a essência da marca ou o conceito da campanha; na publicidade é construído para ser uma mensagem curta, confirmando algumas características do produto, sendo assim uma frase mnemônica.

No Brasil, houve um tempo em que os slogans publicitários eram criados por poetas, como Bastos Tigre, um reconhecido criador de poemas e frases para vender remédios em anúncios. Até hoje, a poesia e a publicidade andam lado a lado, pois um bom slogan deve trazer ao consumidor uma sonoridade boa de ouvir e falar.

Alguns autores citam que para se construir um bom slogan se deve usar de três a seis palavras, entretanto devemos prestar bastante atenção às palavras que usamos, pois de que vai adiantar usar essa quantidade de palavras se trouxerem uma dificuldade de memorização pelo target? Segundo Hoff & Gabrielli, os slogans construídos com sete sílabas poéticas têm maior eficácia, o que facilita sua assimilação e memorização, como percebemos nos exemplos: Na/ nos/ sa /fren/te /só/ vo/ cê (SBT) e A/ T/V/ mais/ fe/liz/ do/ bra/sil (SBT).

Sendo assim, cabe a pergunta: Um slogan eficaz deve ser construído baseado na quantidade de palavras ou de sílabas poéticas?

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Por: Ana Flávia

Achei que essa seria a reação da turma do P5 quando lancei a idéia do seminário colaborativo. Contudo, diferente de mim, a turma aceitou o desafio de experimentar a receita e, pelo que me parece, eles gostaram. Dos assuntos mais complexos, os grupos conseguiram extrair temas leves, porém polêmicos. Todos abordados com muita maestria.

Discutir sobre slogans para crianças é sempre melindroso. Toda a turma apresentou opiniões firmes e se posicionou ora como pais, ora como publicitários. Uma luta que parece não terminar: a publicidade diz que sim, os pais dizem que não. Nos restou, ao final, uma mensagem de conscientização aos futuros publicitários, incentivando-os a criar anúncios e estratégias responsáveis e respeitosas ao público infantil.

A fim de apimentar a discussão, acrescentou-se à receita o slogan religioso. Uma mistura de fé e mercado que para alguns tem sabor estranho. Slogan seria apenas comercial ou ele pode também expressar a identidade de qualquer instituição, até mesmo das religiosas? As opiniões são divergentes e o consenso não foi possível, mas também, nem sempre, ele é saudável.

Criar um slogan que se torne bordão é o sonho de muitos publicitários. Para fazer sucesso, o produto tem que estar na boca do povo, seja ele jaca ou cerveja. É indiscutível a eficácia de um bordão, principalmente quando carrega o nome do produto em sua composição.

Os slogans ainda foram discutidos a partir da Teoria dos Pares Linguísticos de Sausurre. A seleção das palavras mais adequadas e a combinação entre elas definem a beleza e funcionalidade de toda expressão que pretende tornar-se um slogan famoso.

Ainda no menu de Sausurre, escolhemos o par Língua e Fala, o qual o grupo, ousadamente, incrementou com o termo “fala digital”. Nesta realidade da cibercultura, até a sistemática língua parece ser abalada. Ou será que não? Parece-nos que essa resposta só teremos quando o cibernativo crescer e o medo da Internet diminuir.

Para finalizar, até a Análise de Discurso entrou no cardápio. Se todo político é intragável como jaca, a gente não sabe. Mas alguém tem que acreditar para experimentar dar o voto. Que o efeito de verdade existe no discurso é um fato, mas muitos não nos mostram as causas.

A experiência deste seminário foi deliciosa. Os alunos preparam com muito sazon seus textos e apresentações. Todos eles merecem meus parabéns e uns 10 caroços de jaca no fim do semestre.

Se jaca é bom? Eu ainda não experimentei…

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