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Archive for the ‘Humor na Publicidade’ Category

Anna Carolina, Juliana Costa Leilane Navarro, Marilúcio Gomes e Tamila Pignata.

      Ao definir uma estratégia de campanha, o publicitário tem como o seu primeiro desafio encontrar a melhor maneira de atrair a atenção do seu target. Ninguém liga o televisor para assistir aos intervalos comerciais. Muito pelo contrário, à primeira vista, a propaganda incomoda as pessoas que estão confortavelmente acompanhando a programação de uma emissora de televisão. Para quebrar essa prática, é necessário tornar a propaganda agradável, instigante e criativa para quem a assiste e para quem a financia aguardando os

devidos resultados.

      O humor surgiu na propaganda no início dos anos 70 como uma nova ferramenta de persuasão. O humor pode ser generoso ou cruel, direto ou sutil, bem visual ou totalmente dependente de um jogo de palavras. Pode ser trivial e malicioso, ou mortalmente sério em suas sugestões. Entre os extremos da sátira e do pastelão, há um número quase infinito de possibilidades e variações do humor. E, como em todos os tipos de comunicação, cada forma de humor só será entendida e saboreada se o telespectador ou ouvinte for capaz de realizar aquele ato final e necessário de compreensão. Assim, o humor fornece características fundamentais, para que, em um mercado cada vez mais competitivo, os anunciantes facilitem a decodificação da mensagem e sejam compreendidos não só como fabricantes de produtos, mas principalmente como uma marca que revela a sua personalidade.

 

      Sabe-se que, a publicidade cômica proliferou-se em escala global. Mas a verdadeira questão é: Será que a abordagem humorística alcança seus objetivos publicitários? Será que os comerciais divertidos chamam a atenção, geram percepção consistente de uma marca comercial e comunica argumentos relevantes a venda?

 

Referências
PHILIP, J. (Org). A Publicidade como negócio. São Paulo: Nobel, 2002. 188,194.

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Por: Rodrigo Sousa, Paulo Shalom, Eduardo Mousinho, Ronaldo Barbosa e Lorette Salgado

Hoje em dia é cada vez mais comum produzir um texto publicitário com o recurso humorístico, uma propaganda feita com humor se torna muito mais atrativa e interessante aos olhos de quem vê. O humor quando bem usado pode ser um ponto a favor, mas é preciso  tomar cuidado, pois, se exagerado , pode cair em desgraça e até sofrer uma certa discriminação. O humor pode ser dividido em várias categorias:

 

1 Sátira/ Zombaria

A publicidade satírica ou de zombaria é, muitas vezes, evidenciada, em guerras mercadológicas entre produtos similares. Cada empresa tentando demonstrar aspectos superiores e diferenciais do seu produto em relação à concorrência acaba por usufruir do discurso humorístico na publicidade comparativa, nem que para isso forneça uma conotação sutil de denegrimento à imagem do concorrente.

2 Caricatura

A sua criação é realizada quando “toma-se um pormenor, um detalhe; esse detalhe é exagerado de modo a atrair para si uma atenção exclusiva.”

Na publicidade também poderemos constatar a caricatura quando são atribuídos exageros em formato de objetos e em partes do corpo humano e, é claro que, a isso, recursos tecnológicos estariam também associados.

3 Condensação

Ocorre a partir da fusão de duas ou mais palavras ou letras, com sentidos diferentes, proporcionando uma gama de significados ampliada e diminuindo-se, assim, a quantidade de caracteres gráficos para a emissão e decodificação da mensagem.

4 Uso múltiplo do mesmo material

É caracterizado como uma palavra em que “o mesmo nome é utilizado duas vezes, uma vez como um todo e a outra vez segmentado em sílabas separadas, as quais têm assim separadas, um outro sentido.

Podemos exemplificar com um chiste popular conhecido na época do “impeachment” do então presidente Fernando Collor, passando ao vice Itamar Franco a função de assumir a presidência da República. O nome “Itamar” logo se tornou motivo de gracejos para a imprensa e ao público, pois utilizando-a com sílabas separadas sob uma mesma fonética com o acréscimo da letra “h”, ela se transforma em “Ih-tá-mar” , designando um significado jocoso (que a situação poderia ficar pior) para a situação política em que o país se encontrava.

5 O duplo sentido

Como exemplo prático de duplo sentido temos um anúncio publicitário veiculado na mídia jornal, tendo como anunciante o Jornal de Brasília. A criação refletia a seguinte frase: “Esse não é apenas o jornal que o governo lê quando acorda. É também o jornal que às vezes acorda o governo.”

6 O sentido absurdo (nonsense)

È entendido como uma forma de raciocínio falho, apesar de mostrar-se lógico, que torna absurda a proposição   frente ao determinado contexto de uma frase.

 

O que atualmente nos chama atenção em quesito de humor na publicidade é a última campanha da rede Hortifruti, que está sendo veiculada no Rio de Janeiro desde o final do ano passado, mas através da Internet ela já ganhou o Brasil. Com o slogan “Aqui a natureza é a estrela”, as paródias com títulos de filmes se espalham rapidamente.

Aqui, trouxemos exemplos de dois outdoors. O primeiro fala da sátira do filme Coração Valente, que conta a história de um guerreiro que deu a sua vida para defender o seu povo.


 

 

 

Já o segundo é o grande sucesso dos cinemas Piratas do Caribe interpretado pelo ator Johnny Depp, que vive um caçador de tesouros.

 

 

Muitos cariocas ficavam na expectativa da próxima propaganda, que era sempre estampada em um outdoor no Centro do Rio de Janeiro e o lançamento sempre às segundas-feiras. No entanto, apesar de todo o sucesso que a campanha teve, muitas pessoas a repudiaram, dizendo que as peças eram bobas, que ninguém levaria a sério aquela  marca. Com base nestas duas opiniões, será que o humor sempre será uma boa estratégia? Até que ponto ele é favorável ao posicionamento de uma marca?

Referências

MERIGO, Carlos. Hortifruti: aqui a natureza é a estrela. Disponível em: http://www.brainstorm9.com.br/diversos/hortifruti-aqui-a-natureza-e-a-estrela/

LANGE Talvani. O humor na publicidade comparativa. Disponível em:  http://www.eca.usp.br/alaic/Congreso1999/13gt/Talvanihumor.htm


 


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Por: Davi Carvalho, Rafael Chaves, Sybelle Cardoso, Rafaella Brito e Juan Pablo

Qualquer um que se pergunte sobre o humor vai saber responder pelo menos uma das coisas que ele tenta fazer: alegrar. O humor, para a medicina, surge na antiga Grécia, onde o termo era utilizado representando qualquer um dos fluidos corporais (humores), que eram considerados responsáveis pelo controle emocional do indivíduo.

Hoje o humor é caracterizado de duas formas, aquele intrínseco ao ser humano, que é o estado de ânimo, disposição e bem-estar psicológico. E aquele que é transmitido pela pessoa de forma a acrescentar humor ao indivíduo.

Analisando desta forma, o humor transmitido nunca poderia ser ruim, pois aumentaria ou acrescentaria o humor intrínseco à pessoa, mas isto nem sempre acontece.

Roberto Menna Barreto em Criatividade em propaganda cita um dos pioneiros na publicidade desaprovando o uso de humor: “Claude Hopkins o desaconselha. Para ele o publicitário ‘escreve sempre sobre um assunto sério: o de gastar dinheiro’. E recomenda: ‘nada para divertir, nada de engraçado’”. Já em O humor abre corações e bolsos, Alfredo Fedrizzi e outros (Washington Olivetto, Luiz Fernando Veríssimo, Carlos Moreno etc.) aprovam o uso do humor na publicidade, apontando suas limitações.

Que o humor é muito bom para prender a atenção das pessoas é fato, mas isso sempre funciona? Jeff Goodby em O humor abre corações e bolsos cita: “O humor é útil para vender para as pessoas, é claro. Ogilvy & Mather fizeram um estudo nos anos 80 e descobriram que, de longe, os comerciais de TV mais lembrados eram os engraçados”. Já Carlos Moreno, no mesmo livro diz: “O humor é um dado fundamental para que a campanha seja bem-sucedida, porém, às vezes, se vê humor que não tem nada de graça, chega a ser patético”. Assim, subtendemos que o humor funciona sim, é arma de expansão de ideias em propaganda, contudo, sendo mal feito pode perder o que realmente o deixa engraçado: a graça.

Um case interessante de se ver é o VT das Havaianas chamado “Avó”.

Nele uma neta e uma avó estão em um restaurante e o desfecho do humor com a fala da avó, ao final do anúncio, causou polêmica. O VT foi retirado do ar quando pessoas ofendidas se sentiram constrangidas e denunciaram, mas as Havaianas reincidiram com o comercial no site da campanha e fizeram uma réplica para TV, onde a vovó volta e se desculpa. O humor se dá quando ela pede desculpas tanto para as pessoas que se sentiram ofendidas, quanto para as pessoas que gostaram do comercial, mas que não podiam assistir-lhe por ele ter sido retirado do ar. Ela finaliza mostrando onde o anúncio pode ser encontrado: na Internet. Mais interessante, ainda, é saber que o anúncio não foi denunciado ao CONAR e não foi o órgão que proibiu a veiculação deste,  como muitos acreditam. O VT foi retirado do ar pelo próprio anunciante. Será que eles teriam planejado desde o início, prevendo o que o anúncio poderia provocar no público? Pensando neste caso, nos perguntamos até onde o humor pode ir, dentro da publicidade, sem ferir a ética e os valores morais de uma sociedade?

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