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Existem alguns slogans que sobrevêm de Países como os Estados Unidos, os quais são utilizados no Brasil de uma maneira que não vem com a sua real tradução. Eles são simplificados para soar bem aos ouvidos do consumidor, porém nem sempre se consegue êxito, nem sempre a frase que “soa” bem em inglês, “soará” também em português. Vejamos os exemplos abaixo:

McDonalds
Inglês: I´m Loving it
Espanhol: Me encanta
Português: Amo muito tudo isso

Pepis
Inglês: Wild thing, ask for more (Coisa louca, peça mais).
Português: Arrisque mais, viva mais.

Inglês: Refresh everything (Refresque tudo).
Português: Refresque seu mundo.

Analisando o caso do McDonalds, vemos que não se foge do significado, mas é inadequado. Já o caso da Pepis foge totalmente do significado, isso faz com que a mensagem pensada no início da campanha não seja transmitida de forma eficaz, sempre deixando algo a desejar.

É evidente que isso não será obrigatório e nem será uma regra, isso se exemplifica no caso da Coca Cola que usa o seu slogan em inglês: Open happines, o qual é totalmente repassado para português com o mesmo significado: Abra a felicidade. Achamos de extrema importância o comentário desses acontecimentos, mostra o quanto precisamos estar atentos a tudo que expomos sobre as marcas e que o consumidor observa pequenos detalhes, que fazem a diferença no momento da escolha.

Os anunciantes deveriam criar um slogan padrão o qual fosse acessível a todas as línguas? Ou vocês acreditam que pode haver essa diferenciação e que isso não gera estranhamento aos consumidores? Será que o que é agradável para o público americano é também para o brasileiro?

Johann Bertôldo, Jamily Ferreira, Igor Bruno, Weliton Silva, Silvino Pessoa

O conceito de GLS foi introduzido pelo publicitário paulistano André Fisher para identificar as pessoas que lotaram o festival de cinema e vídeo Mix Brasil em sua primeira edição, em 1993. “Verificamos que o público era formado não apenas por gays e lésbicas, mas também por um grupo que resolvemos chamar de simpatizantes. A mídia adorou e passou a usar rapidamente o termo. GLS é conceito de marketing, refere-se a uma fatia do mercado que consome de uma maneira específica”, conta. O mercado publicitário, a cada dia mais, trabalha com a segmentação e a cultura de nichos. Um nicho que, apesar de ainda marginalizado no Brasil, tem se mostrado bastante lucrativo por todo o mundo é o mercado voltado para os consumidores homossexuais. Desta forma, este trabalho visa analisar as estratégias de marketing e as propagandas direcionadas para o público GLS. Partindo de uma análise histórico-cultural e passando pelo comportamento de consumo e o mercado gay, o objetivo principal é a análise dos anúncios publicitários, tendo como base as principais publicações brasileiras voltadas para o segmento GLS.

Se há duas décadas os gays eram convidados a se retirar de estabelecimentos comerciais quando assumiam publicamente a orientação sexual, hoje, são paparicados por algumas grandes empresas que perceberam neles um ótimo nicho de mercado.

Vamos conhecer uma pouco mais o perfil do público gay do Brasil:

• 18 milhões de brasileiros são gays, 10% da população;

• Gastam 30% mais em bens de consumo que os héteros;

• 40% estão em SP, 14% no RJ, 8% em MG e 8% no RS;

• 36% são da classe A, 47% da classe B e 16% da classe C;

• 57% têm nível superior, enquanto apenas 14% da população adulta de SP têm essa escolaridade;

• 69% já assumiram sua preferência sexual;

• 52% assumem para amigos, 14% para o chefe do trabalho e 9% para a família;

• 65% já foram sofreram algum tipo de discriminação;

• Em geral, formam casais sem filhos, de alto nível de escolaridade e poder aquisitivo, se consideram early-adopters, e não economizam quando o assunto é qualidade.

Se esse é um público em potencial, qual tem sido a postura das agências de publicidade na concepção dos anúncios voltados para o público GLS?

REFERÊNCIAS O PODEROSO MERCADO GLS E O POSICIONAMENTO GAY FRIENDLY. Disponível em:  Clique Aqui

Anna Carolina, Juliana Costa Leilane Navarro, Marilúcio Gomes e Tamila Pignata.

      Ao definir uma estratégia de campanha, o publicitário tem como o seu primeiro desafio encontrar a melhor maneira de atrair a atenção do seu target. Ninguém liga o televisor para assistir aos intervalos comerciais. Muito pelo contrário, à primeira vista, a propaganda incomoda as pessoas que estão confortavelmente acompanhando a programação de uma emissora de televisão. Para quebrar essa prática, é necessário tornar a propaganda agradável, instigante e criativa para quem a assiste e para quem a financia aguardando os

devidos resultados.

      O humor surgiu na propaganda no início dos anos 70 como uma nova ferramenta de persuasão. O humor pode ser generoso ou cruel, direto ou sutil, bem visual ou totalmente dependente de um jogo de palavras. Pode ser trivial e malicioso, ou mortalmente sério em suas sugestões. Entre os extremos da sátira e do pastelão, há um número quase infinito de possibilidades e variações do humor. E, como em todos os tipos de comunicação, cada forma de humor só será entendida e saboreada se o telespectador ou ouvinte for capaz de realizar aquele ato final e necessário de compreensão. Assim, o humor fornece características fundamentais, para que, em um mercado cada vez mais competitivo, os anunciantes facilitem a decodificação da mensagem e sejam compreendidos não só como fabricantes de produtos, mas principalmente como uma marca que revela a sua personalidade.

 

      Sabe-se que, a publicidade cômica proliferou-se em escala global. Mas a verdadeira questão é: Será que a abordagem humorística alcança seus objetivos publicitários? Será que os comerciais divertidos chamam a atenção, geram percepção consistente de uma marca comercial e comunica argumentos relevantes a venda?

 

Referências
PHILIP, J. (Org). A Publicidade como negócio. São Paulo: Nobel, 2002. 188,194.

Xhico Raymerson, Rodrigo Medeiros, Laylson Ismar e Ademar Sorrentin

 Slogan e sua finalidade

 Uma frase de efeito. Assim podemos definir o slogan. Com objetivo de fácil memorização, eles são utilizados para resumir as características de produtos, serviços ou até mesmo pessoas. Geralmente, são usados dentro de um contexto político, religioso ou comercial para agregar um valor único à marca.

O slogan originou-se do gaélico sluagh-ghairm, que, na velha Escócia, era o grito de guerra dos clãs. Reboul (1975) reitera que “a palavra slogan evoca ideia de fórmula repetida até a obsessão, como um estribilho enfadonho ou um serrar estridente”. De grito de guerra repetido várias vezes, o slogan se transformou em título, refrão e estribilho de antigos comerciais de rádio.

Com a concorrência e a homogeneização dos produtos, o slogan passou a ser importante para que o consumidor diferenciasse as marcas, assim, o slogan migrou de título para a posição assinatura. Nos dias atuais, os slogans passaram a ser a forma mais sintética de posicionamento da empresa ou como a marca é vista na mente do consumidor.

 Chevrolet: nascimento da marca e chegada no Brasil

 Em 1909, Louis Chevrolet, famoso piloto automobilístico suíço, recebe um pedido de William C. Durant, fundador da General Motors. O motivo era a criação de uma linha de automóveis populares, vista a necessidade de entrar na disputa do mercado.
Dois anos após, em 03 de novembro de 1911, na cidade de Detroit,  surge a Chevrolet Motors Company of Michigan. No ano seguinte, lançam o Classic Six. Em 1915, a Chevrolet lança o modelo 490, custando apenas 490 doláres, para competir com o conhecido Ford T.

No dia 25 de janeiro de 1925, tem início a história da Chevrolet no Brasil com a chegada da GM. Instalada em galpões alugados no bairro do Ipiranga, em São Paulo, inicialmente as atividades consistiam na montagem de veículos importados dos Estados Unidos. Após cinco anos, a General Motors do Brasil inaugurava oficialmente, em 1930, sua primeira fábrica, localizada em São Caetano do Sul. No ano de 1958, saíram da linha de montagem da fábrica de São Caetano do Sul, os primeiros veículos genuinamente nacionais da marca: os caminhões Chevrolet Brasil e a picape modelo 3100, para cargas leves. Somente em 1968, decidida a ampliar sua linha de produtos, a GM lançou seu primeiro automóvel da marca CHEVROLET no país, o Opala, que encerrou seu ciclo de vida 24 anos depois, com mais de 1 milhão de unidades comercializadas. Desde então, não parou mais de fabricar sucessos de vendas.

 A Chevrolet e seus Slogans

 No seu surgimento, em 1911, a empresa lançou o seu primeiro slogan: “Um carro para cada bolso e para cada propósito”, o que seria sua primeira campanha no mercado americano. Após se instalar no Brasil, a marca vê a necessidade de traduzir para o mercado brasileiro a mesma visão aplicada no mercado americano. No final da década de 30, um alinhamento mundial da companhia entrega a conta para a agência McCann Erickson, que tratou de aprimorar ainda mais o marketing da montadora com estratégias que deram origem a grandes convenções de vendas.

 Algum tempo após o surgimento da segunda fábrica brasileira (1958), vem o lançamento do seu mais marcante veículo de passeio, o Opala 4 portas (1968). Criado pela McCann Erickson, surge o conceito “carro certo no momento certo”. O filme publicitário ressalta a beleza, o estilo, o conforto, o desempenho do veículo e o slogan “Tome uma atitude Chevrolet”.

Nesse momento, temos em vigor a 1ª Geração de Slogans, em que discursos imperativos são utilizados como uma regra. Anúncios, títulos e slogans “gritantes”, nos quais prepondera a função conativa, centrada no ‘tu’, títulos em que o emissor ordena, ou ensina ao receptor como ele deve agir.

 1ª Geração dos slogans: “Tome uma Atitude Chevrolet” (1970)

 

 

Pouco antes disso, na década de 40, surgiu, nos EUA, o que ainda hoje é considerada uma das mais famosas campanhas da marca e trazia características com a mesma abordagem imperativa. A campanha trazia o jingle e slogan “See the USA in your Chevrolet”, algo como “Veja os Estados Unidos dentro do seu carro”.

 2ª Geração dos slogans: “Andando na Frente” (1990)

Nesse momento, a Chevrolet passa a se preocupar mais com sua imagem e transferir mais personalidade à marca. É percebida a diminuição de diversificação de slogans em suas peças, que antes variavam entre os slogans do modelo e o slogan institucional. Surge, então, o “Andando na Frente”, que passa a fazer parte da marca da empresa. Essa mudança veio acompanhando o surgimento de modelos como o Omega, Kadett, Vectra e Corsa, que juntos deram à Chevrolet o status de marca com a linha mais completa da década.

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Produto: Test Drive de toda a linha Chevrolet

Anunciante: Chevrolet

Agência: McCANN

Veículo: Cláudia

Data: Abril de 1998

3ª Geração dos slogans: Conte Comigo (2000)

 

A preocupação agora não é apenas com a personalidade da marca. Surge a necessidade de levar a marca para a vida do consumidor, buscando utilizar um novo conceito não apenas que demonstrasse a imagem da marca, mas que aproximasse a Chevrolet das pessoas. Temos então o “Chevrolet Conte Comigo”.

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O slogan Conte Comigo perdura até hoje, marcando os 100 anos da empresa. A marca busca reforçar ainda mais a idéia de fazer parte da vida do consumidor com o conceito Chevrolet & Você. Essa mudança veio acompanhando as mudanças dos slogans das montadoras concorrentes como Fiat, Volkswagen e Ford.

 

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Veículo: Cláudia
Data: Abril de 1998

 

A Chevrolet vem utilizando o slogan sempre de forma inteligente ao longo dos seus 100 anos. Quais outros exemplos de sucesso podem ser citados tendo como ponto forte o uso do slogan?

Referências

WIKIPEDIA:http://pt.wikipedia.org/wiki/Slogan

FIGUEIREDO, Celso. Redação Publicitária: sedução pela palavra. 2005

MUNDO DAS MARCAS. Disponível em: http://mundodasmarcas.blogspot.com/2006/06/chevrolet-american-revolution.html. Acesso em 02/11/2011

Por Camilla Dias, Ellis Lopes,  Jennifer Nunes, Maria Cristina, Pricila Camboim

O humor entra em cena na publicidade a partir dos anos 70, quando as propagandas deixaram de ser só de informação e começaram a ter brilho, visibilidade e serem percebidas como essencial. Quando a propaganda passou a conter persuasão, foi trabalhada numa demonstração dos produtos de forma dramática. Se considerarmos o diagnóstico de que vivemos em uma sociedade depressiva, justificaremos plenamente o uso do humor em propagandas.  Contudo, o humor assume categorias. E se transforma ao longo do tempo. O que foi engraçado em 1980, se aplicarmos aos dias atuais, talvez não observaremos os mesmos resultados ou efeitos causados naquela época. 

O humor depois de ter invadido a publicidade americana, transportou-se pelo mundo assumindo características distintas em cada país. Envolvendo criatividade e inventividade, a destreza com as palavras resulta em efeitos diversos que são característicos de cada linguagem ou língua. Observamos então duas faces primordiais para o humor: a intelectual e a emocional.

Se você hoje possui 30 anos de idade e vê propagandas da sua infância, certamente suas lembranças serão boas devido ao tempo em que você viveu as experiências da mesma. Mas se você, diante de toda sua experiência, conhecimento de mundo e maturidade alcançados ao longo do tempo analisa a mesma propaganda atribuindo-lhe uma qualidade lógica, não perceberá o humor que o divertia quando possuía 6 anos de idade. E se você, mostra a mesma propaganda ao seu filho de 5 anos de idade, ele também não perceberá nem esboçará nenhuma reação que você esboçou na época em que via a propaganda. Isso acontece porque você acumula informações que vão perdendo significado e sentindo ao longo do tempo ou ganhando novas informações. E é o que naturalmente acontece com o humor na publicidade. Ao adquirir experiências e conhecimento de mundo, suas análises serão baseadas em face intelectual. Mas se você atribui a suas análises sentimentos, você utilizará sua face emocional. Observe essas propagandas de épocas anteriores e atribua-lhes as duas faces de análise, a emocional e a intelectual.

Obviamente não se nega a criatividade e funcionalidade dessas peças. Mas se levarmos em consideração as mudanças ocorridas ao longo do tempo e se tentássemos aplicá-las aos dias atuais, nossas formas de humor hoje não atenderiam aos objetivos dessas mensagens. O humor na publicidade foi se modificando ao longo do tempo por diversos fatores: os sociais, quando a sociedade muda conceitos, regras e impulsiona as formas de rir: os psicológicos, quando a mente humana muda pelas experiências adquiridas, e os fatores que estão diretamente ligados à publicidade. Onde a mesma une esses fatores e faz uma reflexão alterando os sentidos da comunicação para levar uma mensagem. Isso é o que acontece atualmente quando você vê cenas que remetem a sexualidade em propagandas. Hoje você ri, acha engraçado e diverte a mente. Mas antes, na época dos seus pais, isso não seria nem um pouco engraçado. E isso é o que basicamente passou a mover a publicidade atual. “Rir dos outros” em situações constrangedoras e foras de uma linha de pensamento passa a ser a face atual da propaganda. Ainda assim, o humor continua sendo uma ferramenta de persuasão ímpar. E atinge objetivos favoráveis que a publicidade tradicional de informação muitas vezes não consegue. Isso porque as pessoas são fãs da diversão e, quando encontram humor em peças publicitárias, sua atenção se volta à persuasão objetivada pelas mesmas. Muitas vezes, elas acabam trazendo personagens, bordões, slogans etc. para seu cotidiano, prolongando assim mensagens publicitárias.

Ainda assim, as pessoas riem como riam antes? Será que continuarão mudando as formas de humor?

Referências

SCARPARI, Maurici. A comicidade na propaganda. Disponível em:

http://sare.unianhanguera.edu.br/index.php/rcger/article/viewFile/296/296

Por: Handerson Ribeiro, Felipe Seixas e Camila Oliveira

A propaganda é algo que além de comover, move grupos, direcionando-os a serem algo ou a fazerem algo. ”Compre!” “Use!” “Seja!” “Participe!” são palavras comuns utilizados por slogans, publicitários ou não, que incitam massas a exercerem determinada ação. Os primeiros a organizar a propaganda cientificamente foram o jornalista Walter Lipman e o psicólogo Edward Bernays (sobrinho de Freud), que, durante a primeira guerra mundial, foram contratados pelo presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson. para influenciar a opinião pública a entrar na guerra ao lado da Inglaterra.

Cartaz de recrutamento Norte Americano da Primeira Guerra Mundial ilustrado por James Flagg em 1917.

Mas não era apenas os Estados Unidos que detinham esse conhecimento. Na Segunda Guerra Mundial, Hitler tinha total preocupação com a propaganda. Um exemplo dela é o fato de os nazistas terem conseguido anexar países como a Áustria e a Tchecoslováquia ao reich e a queda da França sem recorrer a alguma força militar. A propaganda nazista era encabeçada por Joseph Goebbels. Existe uma verdadeira ciência por trás dos cartazes e slogans alemães.

Exemplo de cartaz alemão.

Em 2005, surgiu uma campanha publicitária na Alemanha com o intuito de amenizar o pessimismo e o medo em que estão afogados há anos, injetando no povo otimismo e confiança. O problema é que blogueiros descobriram que o slogan da campanha utilizada em 2005 é o mesmo slogan da campanha utilizada por Hitler no período nazista. Muitos acharam que esse slogan sempre foi genial. Outros não gostaram pelo seu teor alto de puro nacionalismo. E você? Acha que seria válida a utilização deste slogan?

                                                                            Foto tirada em Ludwigshafen em 1934 ou 1935

Fotos da atual campanha “Você é a alemanha!”

Referências

CAMPANHA GERA POLÊMICA POR LEMBRAR SLOGAN NAZISTA.

Disponível em: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,1797821,00.html

A PROPAGANDA NAZISTA. http://nazismo.netsaber.com.br/index.php?c=207

Por: Ana Paula, Danillo Bandeira, Fellipe Cintra, Fernanda Furtado, Larissa Souto e Renata Alves

Criado pelos Celtas e usado como grito de guerra para motivar seus lutadores, o slogan, atualmente, tem finalidade semelhante à inicial, que é incentivar à ação da compra. Entre as suas principais características estão: frase curta e de fácil memorização, de forma que haja um vínculo entre o slogan e a marca. Momentaneamente, parece fácil sua construção, mas quando é levado em consideração que a popularidade de sua marca está envolvida ao slogan, é preciso pensar bem antes de criá-lo ou de modificá-lo. Como case, será feita uma comparação entre os slogans da marca O Boticário, que sofreu uma mudança radical após 34 anos.

O último slogan utilizado foi “O Boticário. Acredite na beleza”. De acordo com pesquisas, feitas pela própria marca, a autoestima, no caso, a beleza, seria a responsável por provocar modificações nas pessoas. Segundo o site Tommaso, a beleza é capaz de vender, sendo, talvez, essa a justificativa para que tantas mulheres e até homens comprem produtos e mais produtos; todos na esperança de ficarem parecidos com determinado ator de filme ou novela. Com o slogan, é possível sim fazer essa associação. Se você quer ficar bonita, vá a uma loja de “O Boticário”, compre um dos produtos de beleza vendidos e sinta que está com uma aparência melhor, por mais que algumas vezes não haja mudança brusca.

Já na atual modificação, foram feitas várias pesquisas e constatou-se que com o acréscimo de cores em sua logomarca, é possível transmitir beleza, sofisticação e alegria; além da modificação da letra, trazendo em sua origem grega o significado de “escrever com beleza” e do “b” enfatizando Brasil e beleza. Analisando o atual slogan “O Boticário. A vida é bonita, mas pode ser linda”, faz uma apelação maior, porém de modo mais clássico, chegando até a existir uma pequena semelhança com a frase frequentemente dita pelas pessoas: “A vida é bela”. Também passa a ideia de que é possível ter uma vida boa, tranquila – considerada bonita, de acordo com o slogan –, mas se utilizar os produtos do “O Boticário” se sentirá melhor ainda – considerada como linda no slogan.

            Os vídeos abaixo ajudarão a identificar melhor a diferença entre ambos, analisando cores, formas e expressões:

Levando em consideração o modo como a beleza da mulher e produtos voltados a ela são tratados, você acha que a mudança no slogan causou um reposicionamento da marca o Boticário?

Referências

MATTOS, Mario. O papel do slogan na construção de marca. Disponível em:

http://www.administradores.com.br/informe-se/informativo/o-papel-do-slogan-na-construcao-de-marca/31915/

CAMPOS,  Johanna.  O Boticário | Acredite na Beleza.  Disponível em:

http://www.diretodoforno.com.br/o-boticario-acredite-na-beleza/

NOVO BOTICÁRIO. Disponível em:

http://homemsanduba.wordpress.com/2011/03/29/novo-boticario/

BELEZA E AUTO-ESTIMA Disponível em:

http://www.tommaso.psc.br/site/artigos/?id_artigo=68

E-BOTICÁRIO. Disponível em:

http://www.e-boticario.com.br/Geral/Extranet/OperacaoVarejo/Manuais/Manual%20da%20Marca/Manual_da_Marca.pdf

APÓS 34 ANOS, O BOTICÁRIO MUDA LOGOMARCA E ADOTA COMBINAÇÃO DE CORES. Disponível em: http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/o-boticario-abandona-logomarca-verde-e-assume-combinacao-de-cores